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Meu perfil BRASIL, Sul, PONTA GROSSA, Mulher, Arte e cultura, Política, Música MSN - locamclean@hotmail.com |
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.: Créditos :.
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Do alto desse viaduto que te passa despercebido pela cabeça, repleto de carros-bomba-sentimento-pulsante; caminhões com pedaços de coração em cada; e ônibus, mais e mais deles contendo pessoas queridas e que por toda a vida serão, vejo você a querer muito mais que isso, muito além disso que te falam. E você não responde.
Os passos pelo caminho [sem volta] que a cada um são de intensa vida e pulso [que, sim, ainda pulsa]. Os seus são os mais fortes. A vida que transpassa unida à fivela da sandália [a mais alta] é incrivelmente bem vivida.
A culpa, o remorso, a frivolidade que te podem invadir, essas não merecem tal morada. Se entrarem, saem rapidinho. Tão forte e inspiradora que é. A cada “não”, um “sim” escondido [ou um não sincero, sem receio de sair]. A cada “talvez”, um coração que quer desejar um “claro, por que não?”, mais que todos os outros que a cercam. Esse é o coração real, de carne, músculo, sangue, aberturas e afeto.
Afeição que lhe devoto. Afeto que rompe os limites do som, as barreias da (in) sanidade.
Se o amor tarda, ele é mais vivo quando finalmente chega. Deves saber disso, cara amiga. Se a saia não parece preencher mais nenhum qualquer – outro vazio, é porque nunca verdadeiramente o fez, sequer a intenção de tal. Se o salto alto quer te impulsionar para o céu, na verdade, é ele quem quer chegar até você, não o contrário, como pensas. A saia na cintura da moça que quer tirá-la de tão sufocada que está. Empensamento-divagação arrancada e estraçalhada em mil outras “sainhas” sem força alguma.
Sim, só há satisfação no amor. Amor-amigo, amor-romance, amor-mãe, amor-tesão, amor-todo-sem-limite-de-razão. O amor é eterna busca, inválida morada de ser com ele o que queres que seja. Ele é. Não somente o que você imagina. Ele simplesmente é. Ele se faz querer de maneira tal que os mais loucos [ou desparafusados] sabem disso. Sabem dessa potência. Assim também você.
Claro, o desespero bate. E bate forte, sem limites geográficos [do quarto à balada de sexta]. Bate sem pedir pra bater. Bate na cara, bate nos pulsos, bate na circulação que está em suas veias. Flamejando. Bate mesmo. E bate. Bate. Bate. E baterá pra sempre, acredite.
Se parar de bater. Acorde. Você não está mais viva.

Vento de mais de 60 Km por hora. Chuva que não somente caiu, mas veio e desviava-se, em rajadas horizontais.
Pessoas à espera do evento mais anseado do ano teve fim assim: por ironia.
Uns dizem que o tempo está louco, não é possível prever mais nada e blá blá... outros põem a culpa em Deus, que não aguentaria uma versão pós-moderna daquela manifestação fantástica de 1969.
Tudo bem, cada um com sua poesia, com seu argumento... e eu, com a minha dor.
Dor em não ter podido viver um pouquinho daquele primeiro e originalíssimo Woodstock e sequer poder ajudar em algo.
A única coisa a fazer é lamentar (para sempre eu o farei) e torcer para que tenham sobrado forças por parte da organização para que possamos sonhar em algum outro dia termos uma outra tentativa de tributo aos 40 anos de Woddstock.
E, caso haja, eu dou um jeito de passar pela segurança de São Pedro e impedí-lo de cancelar por outra vez o show...
Abraços a todos que, assim como eu, estão lamentando o ocorrido...
Um dia de sol. Água, tormentos e risadas. Pessoas, sorrisos, dias de além-alma, além-vida, além-terra, além-tudo. Se pudesse escolher o que fazer com 4 dias só seus, o que lhe viria em mente?
Na minha, houve o concreto, a vivência, a experimentação de todos esses "aléns". Pessoas, antes queixosas, cantaram juntas, com toda a voz. Uma união de desafinações formando o cantar mais afinado que se pode imaginar.
União faz muito mais que força. Faz amizades, parcerias.
Dois meninos, aparentemente só "conhecidos", rindo juntos, com piadas que ninguém mais entenderia. E eu a ponto de cair em mais que felicidade, muito mais.
Alegira em olhar insistentemente para o Sol e falar: "Cara, você tá com a gente mesmo, né?". E para a Lua, que parecia muito mais linda que as outras: "Uma foto não vai pegar, só lembrando ela e que esteve aqui."
Parceiras, olhares, sorrisos, infinitos. Partes de um todo em que todos eram parte de cada um.
Além das imagens, a vontade de se ter um acampamento como esse para sempre.
Abre as janelas
Abre a casa.
Abre o peito e vê o que tem dentro.
Solta aquela palavra contida, ou corta-a pela metade, que seja.
Mas não repreenda, seja na teoria ou na prática.
Não tomes como pessoal um “oi”
Ele pode ser somente um oi.

Risco de incêndio: moderado.
Asfalto, cinza, asfalto cinza sob a luz do sol.
Baianinha arretada logo ao lado.
Poltrona 01 que seria a minha.
Sem problemas, gosto da 02 também.
Farda. Cones e mais fardas. Medo.
“Favor não colocar os pés” – estampado no vidro à frente.
E os meus pés ao lado.
E os meus pés rindo por dentro. Felizes.
As pernas esticadas, aliviadas.
Deixo de sentí-las pouco tempo depois.
Flexão.
Extensão.
Moderadamente entediada. Estava eu.
Morna. Planejando o que restava da tarde.
Dia cinza, marcadamente cinza.
Pelo asfalto cinza e branco da estrada que me trouxe até aqui.
Passo a bola a quem quiser resolver os problemas do mundo.
Os meus, que também estão no mundo.
Não quero mais brincar de reclamar. Não quero mais.
Não farei dos dias próximos o tédio que eles prometem.
Passo a bola a quem quiser fazê-lo. Eu não.
Descanso o quanto me cabe como saudavelmente previsto.
Tornaram minha vida um robô de marcar presenças nos livros de chamada.
Tornaram-me passiva? Não. Não mesmo.
Só mais estressada que o normal.
Patologicamente estressada.
Mas, mesmo assim, passo a bola da passividade a quem a quiser.
De um jeito ou de outro, por mim, já a teria estourado.

A professora (chata) invade meu eu.
Faço o quê?
Tampo o meio que ela tanto deseja
insistentemente invadir.
Meus ouvidos agora são música,
fluidos outros,
que não esses densos e normatizados.
As mãos daquela tão distante transformam-se
em lanças,
que apontam para as vítimas mais resilientes.
Eu e a música,
eu e Bosco. E ela.
Qual é mais forte?
Posso até vir a sentr falta de tais ditames mas,
por hora,
a presença em seu livro de chamadas
me basta.
E o relógio marca,
sofridamente, 17h10min.
Consequências de quando você pensa que é o mesmo de quando achou que seria diferente.
Dessa vez, as consequências de quando foi um dia iludido por amores fraternos de familiares cínicos.
Trazer as consequências de toda uma vida, vivida, superada e, ao mesmo tempo, fracassada.
O amor de um pai é questionável? Pelo jeito sim. De todos.
Consequências de brigas, de intrigas, de decepções, dóem.
Dóem fundo no mais interno do ser que é hoje e foi e continua sendo a cada passo dado em que se segue essa mesma vida que vês refletida no espelho do banheiro, sincero e amargo.
Doer assim é prova. Prova de vida. Prova de que amor existe. E desamor também.
Prova de que dói. E que bom que dói.
Aí também há vida, além de morte de palavras no vazio do tempo, qua para a memória é inexistente.
Aquela outra coisa que te fala à alma pode não ser de todo útil. Ou pode.
A negação de um universo que te está paralelo parece inviável? E por que negá-lo?
Os conjuntos, as formas (disformes) que te passam pelos olhos transmitem o que transmitem ou o que você quer que transmitam?
Qual seria mais vantajoso?
A percepção sobre as coisas é algo que nos causa mutações por todos os âmbitos. Por todos os poros.
Divagações exaustivas que, mesmo que não tenham um fim e si mesmas, tem um "quê" de tocar almas, de falar à elas...
...Continuam as impressões. Sobre o tudo e o nada. A interrogação tatuada faz parte de um todo que não busca (nem precisa) de definição.
O barato em gravar tal símbolo e com o qual conviver pelo resto de uma existência.
Agora ele faz parte também de minha essência.
Pergunte-se que símbolo te define ( ou te escancalha) mais. Não necessariamente impregne-se de forma tão drástica como a minha. Mas, ao menos, pense-a, conjugue-a, questione-a o porquê de tanta identificação, efim, desenhe-o e repita-o até este perder o sentido. Aí sim faça algo com ele.
Desde jogar fora os rabiscos a grudá-lo à sua pele.
Boa sorte. Para vocês e para mim.
O retorno às coisas mesmas é fundamental.
O retorno ao blog idem. Portanto, cá estou numa noite agradável em uma cidade maravilhosa para escrever-lhes que a rotina por aqui continua.
Assim que eu tiver em mãos e em mente algo que valha a pena ser publicado eu trago pra cá, ok?
Abraços aos navegantes!
Gente, tô em férias finalmente.
Portanto, sumirei por umas semanas do blog.
Abraços, beijos, lembranças e tudo o mais que vocês quiserem de mim.
Bom mês de julho a todos.

"Faça o que tu queres, pois é tudo da lei" (Raul Seixas)
Revolucionar-se de acordo com os movimentos que lhe aparecem. Aparecer às pessoas que te gostam e dizem que está nervosa.
Ser vítima do isolamento iminente que salta aos olhos gritando: "olha eu aqui! Aproveite-se de mim!"
Imaginar-se num motim: contra o sentimentalismo, a favor da praticidade maior dos elementos, contra as trocas de olhar sem fundamento.
Motim este a ser feito de acordo com cada situação. Ou seja, a cada novo olhar, desviá-lo; a cada linha de melosidade, torcer o nariz;
E, o mais importante de todos: tirar os boleros de Bosco e a voz suave de João Gilberto da lista de músicas sempre acessadas.
Concluir que é quase impossível. Sonhar é seu, meu, nosso. Faz parte do que chamamos "é da lei".
Fazer parte do meu "eu" é o elemento chave de tanta procura, acima de qualquer outro devir. A cada amanhecer, ele me aparece no primeiro espreguiçar.
E me escorre dos dedos assim que os tiro dos olhos.
Ele a ama. Desesperadamente ele ama a ela, que não sou eu.
Que pena.
A mesma dor que o corrói também se faz pulsar aqui dentro. Pulsa tão forte que imagino seja ouvida por todos.
Menos por ele.
Gosto do jeito que mexes o cabelo. Gosto desse sorriso que mendigo a cada instante. Interpreto tantos trejeitos teus que já nem sei mais se isto sou eu. Quisera comandar essa carne que te fala.
Quanto mais me ignora, mais te quero. É a regra básica dos que amam. Ou dos que ao menos prosseguem por birra. É. Te gosto num tanto que nem sei mais se terá fim. Quero o fim?
As tentativas de lutas corporais com o travesseiro encharcado se fazem inúteis. Isto me assusta em dobro: das outras vezes funcionava. Aliviava.
Vejo pessoas iguais a você por, como desde o princípio, gostar tanto do brilho dos teus cabelos. Algo deveria me confortar. As palavras se esquivam.
Para quê tirar minha paz desse jeito? O que há de se ganhar com isso?
Cansada que estou dos casos fugidios e efêmeros... Não vê?
O tanto que te quero não tem sentido.
Mas nem precisa ter. Existe e isso basta.